sexta-feira, 29 de julho de 2011

No CU do politicamente correto

Exatamente, no cu. Acredito no respeito mútuo, numa sociedade sem preconceitos e discriminações.

Hoje, entretanto, vivemos numa sociedade onde não se pode ofender. Onde não se pode se sentir ofendido. Num mundo onde a maquiagem da perfeição é melhor do que as marcas da realidade.

Nós mentimos pra nós mesmos, chamando pretos ou negros de “afro-descendentes”, gays de “homossexuais”, gordos de “acima do peso”.

Esse eufemismo exagerado e desnecessário tem nos tornados hipócritas falsos, e que alimentam dentro de si preconceitos, ao invés de nos ensinar a eliminá-los.`

Esses termos, descritos anteriormente, só tem uma conotação negativa porque no passado, quando esses assuntos eram tabus, esses nomes foram relacionados aos tabus.

Qual o problema de eu me referir a um preto assim como eu me refiro a um branco? Um gay e um hétero? E principalmente, um magrelo, e um gordo? – Eu digo principalmente, porque eu ouço magrelo em relação a mim desde dos 4 anos, e não me importo. Mas não posso me referir a alguém gordo como tal, porque ai já passamos à ofensa.

Não devemos lutar contra os termos ou contra as palavras, mas sim contra os pensamentos que estão intrínsecos nelas.

Não devemos questionar o termo preto quando usado, mas sim questionar quando alguém diz: “Só podia ser preto”. Não devemos questionar quando se diz gay, mas sim quando se diz que algo é coisa de gay ou veado.

O que devem ser questionados são os preconceitos, o porque alguém pensa que alguém é inferior, que fatores ela tem para acreditar nisso. Ser diferente é parte de ser alguém. Ninguém, absolutamente NINGUÉM é igual a ninguém. Todos temos nossas particularidades, que nos tornam únicos. Julgar alguém por ser diferente, é julgar todos, e se colocar a disposição de julgamento, o que ninguém realmente faz.

É hora de pararmos com o moralismos e o politicamente correto nas palavras, e começar a aplicá-lo nas ações. Essa não vai ser a última vez que comento esse assunto, por isso quero que COMENTEM AQUI EM BAIXO \/ \/ , pra que eu possa ter a opinião de vocês, e poder escrever mais e melhor. Valeu.

domingo, 24 de julho de 2011

Cães e Crianças

Apesar não possuir uma afeição especial por animais, eu defendo sim os direitos dos animais. Acho sim que dever ser bem tratados, com amor e carinho.

Entretanto, o que eu vejo muito hoje em dia, é uma troca de apreço. Uma criança largada é triste, mas abandono de um cachorro é um pecado mortal, uma maldade sem tamanho.

Eu vi a seguinte mensagem no Facebook da “Nossa Senhorita”, personagem de humor da internet (que eu gosto muito):

‎"Estou doando 2 crianças, uma de 1 ano e outra de 5 anos, pois adotarei um cão e ele é alérgico à crianças. Além do mais, sairei de férias e não saberia onde deixá-los. Caso não sejam doadas, serão eutanasiadas."
Por que a surpresa? A cada dia dezenas de anúncios similares são publicados no caminho inverso e as pessoas poucas vezes ficam surpresas.
(Autor desconhecido)

WHAT THE FUCK? Aonde nós perdemos a noção de humanidade? Doar cães se compara a doar crianças? Aonde foi que ficamos desse jeito?

Alguns argumentos falam que isso é porque a humanidade é ruim, que só quer saber do umbigo. E você acha, que amando mais um cachorro do que um humano você está sendo melhor? Você é parte corruptiva dessa sociedade.

Sinceramente, vemos sempre casos de famílias que tratam cachorros como gente, com gastos exorbitantes e inúteis. Adote uma criança. O cão se vira sozinho. Uma criança não.

Concordem, discordem, minha opinião. Comentem (=

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Quão honestos nós somos?

Culpamos muito os políticos pelas falhas no Brasil. Adoramos dizer que a corrupção assolou o país – e não estamos muito errados. Educação, saúde, segurança, tudo ruim graças ao governo e aos políticos.

Surge a questão, quem coloca os políticos no poder? Você pode dizer que você não vota nessas pessoas, mas quem somos nós, pessoas corruptas e/ou corruptíveis para falarmos dos nossos digníssimos políticos.

O problema da corrupção não está nos plenários, câmaras ou gabinetes. O problema reside na nossa sociedade.

Furar uma fila é ser experto. Pagar um por fora pra não se ferrar é se dar bem. Ser atendido primeiro por ter um amigo no hospital, é ter contatos.

O que difere isso de deixar alguém que esperava um orgão antes morre porque você vai receber? Ou de você subornar um colega para que ele apoie suas propostas? Podem se diferir em esfera de consequencia e de poder, mas continuam a ser modos de corrupção.

Não são os políticos os corruptos. A nossa sociedade é corrupção, e a política só reflete isso. Se não começarmos a mudar a sociedade, nada mais que for feito trará resultado.

Uma sociedade corrompida como a nossa deve ser “tratada” imediatamente, para que a “doença” não se propague nas gerações seguintes.