Muito pensam nisso todo o tempo, outros nem se lembra que isso existe. Alguém vivem muito bem sem, outros encontram nela a “paz”. Pouco me importa se você é religioso ou não, o caráter humano não pode ser jugado pelo tipo de ritual que você gosta de seguir. Ou talvez possa…
Pode ser uma surpresa (ou não), mas a minha pessoa é desprovida de crenças (e desprovido de coragem para falar com meus pais também). Muitos, automaticamente, me julgam como filho do capeta, ou a pior pessoa do mundo, mas insistem em dizer que seguem o deus da luz. Pergunta básica: seu deus é do tipo que julga e discrimina ?!
Mas não foi isso que eu vim falar nesse post. Vim falar sobre Religiões, assim como a Karenzita me pediu, só não tenho certeza se ela vai gostar tanto assim da minha opinião.
Não sei se sabem , mas sou um homem (ou garoto, porque né) da ciência, lógica e da razão. E por isso meus comentários provavelmente vão conter muita informação científica, apensar de eu também ter uma experiência no assunto de forma mais real e direta.
Antropologicamente, todo grupo de humanos que forma um grupo social, cria e/ou imagina seres sobrenaturais, de difícil acesso (até porque não existem), para justificar tudo que não conhecem ou entendem na natureza e nos eventos incontroláveis.
Como descrente, não me importo com as pessoas que crêem de maneira pessoal. Mas tenho que admitir que os grupos religiosos (igrejas e religiões), e os crentes (no sentido ‘os que crêem"’, não os protestantes) ilógicos e irracionais me tiram a paciência.
Certa vez, conversando com uma amigo, eu comentava que não acreditava em um deus porque não via evidências ou fatos que me dessem argumentos a favor de crer. Sua resposta foi a resposta que eu adoraria ouvir de todo crente da face da Terra: “Eu sei que não existem provas, e que a ciência só traz fatos que duvidam a existência de Deus, mas eu acredito simplesmente porque tenho fé”.
Ele entende perfeitamente que eu não sou capaz de simplesmente crer em algo sem bases. E eu entendo perfeitamente o fato dele crer, simplesmente porque ele sente “algo” que lhe dá contato com Deus, um deus ao qual ele agradece, pede e tem uma fidelidade de boa prudência.
Esse é meu ponto chave com a religião. Todo religião surge com o objetivo de padronizar cultos e crenças, e muitas vezes, transforma formas puras de fé como a do meu amigo (valeu Vitrola) em uma fé padronizada, carregada de preconceitos, e o transforma de um adorador eremita, de crença pura e forte, em um pequeno peão, marchando junto a outros religiosos.
As regras padronizadas da religião, os dogmas (no caso da católica) e todo o processo de controle, destroem o verdadeiro respeito pelas diferenças e criam um elo perigoso. A pessoa que pertence a uma religião pode aceitar a totalmente as pessoas de outras religiões, mas sempre pensa que ele tem a crença certa, com raríssimas exceções.
Além disso tudo, as religiões (principalmente, de novo, a católica) tem regras que se mostram, na minha opinião, métodos primitivos de controle da população, assim como a mídia faz hoje. Discriminam grupos, como os homossexuais e os ateus, e condenam progressos médicos, como o aborto e a os métodos contraceptivos, de forma dogmática e desrespeitosa muitas vezes.
Ouço de muitos amigos também descrentes que o mundo seria um lugar melhor se todos também não acreditassem. Eu não vejo problemas no Acreditar, mas a religião me enjoa indescritivelmente.
A grande questão quando esse é o assunto (na verdade, em qualquer assunto) é o respeito. Acredite no que quiser, só não interfira no que eu acredito (ou não acredito) e não queira colocar minha goela abaixo o que você acredita e o que você (e sua religião) acham certo.
Sei que o texto ficou bem longo, mas acho que esse é um assunto que não pode ficam meias palavras. Mesmo assim sinto que ainda tenho muito a falar, e com certeza, falarei. Beijos no rodo, UOU!