domingo, 29 de abril de 2012

Direito ao voto?

Muito se discute hoje em dia sobre o voto, o poder real que ele exerce e a obrigatoriedade ou não do mesmo. Hoje no Brasil, o voto é obrigatório entre 18 e 70 anos de idade e facultativo aos 16, 17 e acima dos 70. O voto é o maior símbolo e marca do poder do povo, da democracia. Surge então o questionamento: se o poder é do povo, por quê seria esse povo obrigado a votar?  Já temos assim uma violação democrática.

Por mais que a democracia e a obrigatoriedade do voto remotem da Grécia Antiga, não se deve usar tudo que vem de lá. Atualmente a democracia é atrelada a diversos outros valores como a Liberdade de Expressão, os direitos humanos e igualdade e poder ao povo de forma indistinta. Desta forma, que poder real é este exercido pelo povo em que há a obrigação de votar?

Muito se ouve falar em resposta ao assunto, como: “Se o voto não fosse obrigatório, ninguém votaria.” Mentira! Não votaria quem não se interessa e vota em qualquer um, atrapalhando o verdadeiro sistema democrático. Quem se importa de verdade e é consciente do poder e importância do voto, compareceria as urnas da mesma forma, e não escolheria candidatos medíocres para exercer as obrigações públicas.

Outra resposta é de que sem o voto obrigatório as pessoas não se importariam com as eleições e com o que acontece politicamente no país. Aqui vai uma novidade que pode chocar muitos: a maioria da população não se importa com política e/ou com as eleições. E o fato de serem obrigadas a participarem desses processos, o que na verdade é menos que a obrigação, só faz com que se importem menos.

Talvez, e eu digo talvez para não dizer um fato, se o voto fosse facultativo e as obrigações eleitorais fossem deixadas de lado, mais pessoas se interessariam pela política, porque iriam sentir que o poder delas pode realmente fazer alguma diferença. Mas a obrigatoriedade existente hoje só força as pessoas a irem lá e ver que nada muda, diminuindo pouco a pouco a fé delas no poder que possuem.

Apesar de ser uma obrigação como cidadão e um dever em nome dos que morreram por esse direito seu, o voto deve partir da conscientização de cada um, e não da mão forte e impositora do governo.

Em caso de emergência, divergência de opiniões, necessidade de comentar o assunto ou me elogiar (ráh, beleza) quebre o link abaixo e comente.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O amante dos livros

Quando foi a última vez que você leu? E qual livro você leu? Não é de se espantar que em um país onde a grande maioria da população não se lembra das respostas, os índices de pobreza e violência estejam tão altos, em contraponto da economia e do PIB que se destacam no cenário internacional.

Não é de hoje que sabemos que leitura é conhecimento. Desde primórdios das civilizações (egípcias, extremo-orientais, euro-ocidentais) uma noção básica é: capacidade de leitura é valioso, e tem um poder incalculável a ponto de causar temor nos governantes. E por isso mesmo, pouquíssimas pessoas sabiam ler, e essas geralmente eram ricas e poderosas, com fácil acesso ao poder.

Além de desenvolver o conhecimento formal, a leitura, que nos transporta para incríveis mundo e nos força a imaginar enormes cenários e situações, estimula a criatividade. Sabe-se que crianças e adultos com mais horas de leitura, são capazes de lidar melhor com situações inesperadas e são muito mais criativos com elas.

Entretanto, a maior afirmação a favor da leitura, se mostra em fatos. A maioria dos países desenvolvidos tem uma média de leitura anual, de 100% a 150% maior que a do Brasil, que luta para alcançar seu 4,7 livros por ano. Basta contrastar esses valores com os níveis de discrepancia social, e ficará claro que a leitura tem um valor enorme nesse assunto.

Cabe a nossa sociedade orientar-se e orientar os mais jovens, escolher pela leitura e abrir mão de trinta minutos ou uma hora do dia para que a leitura se torne parte do cotidiano. E como insentivo, basta lembrar que ela nos permite viajar por maravilhosos mundo, e que a leitura proporciona de bem não só pessoal, mas para a sociedade em sí.