quarta-feira, 25 de maio de 2011

A fuga dos padrões

Acredito que esteja mais do óbvio no assunto “Felicidade”, que ela é o ápice do ser humano, a grande busca da vida, o que motiva o nosso dia-a-dia.

A partir disso, é possível discursar sobre como alcançá-la. Dizer que a felicidade é “ter”, me tornaria um “porco capitalista” ou “burguesinho”, e traria, ao meu ver, falhas de caráter e de alguns valores pessoais.

Dizer que a felicidade mora só no “ser”, seria estupidez da minha parte, já que sem-teto, calça rasgada e estômago vazio, só traz tristeza e doença.

Nesse momento, pode-se ter a falsa impressão de que a resposta está no meio termo, o equilíbrio perfeito. No meu ver, essa afirmação é tão prepotente quanto as outras, pois qualquer uma delas, limita a felicidade a um padrão.

A felicidade não é padronizada, não é uma constante. A felicidade de um é a maior desgraça do outro. A felicidade não é absoluta, ela é mutável, e é o cúmulo da arrogância humana padronizarmos a felicidade a sistemas pré-estabelecidos. O que traz felicidade hoje, amanhã pode não trazer mais.

Talvez minha visão de felicidade seja a mudança geral da sociedade, a nova maneira de ser feliz. Ou talvez seja só mais uma forma de padronizá-la.

Tudo bem, não me importo, pois essa visão me traz felicidade, a MINHA felicidade.

Texto da minha redação escolar.

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