Acredito que esteja mais do óbvio no assunto “Felicidade”, que ela é o ápice do ser humano, a grande busca da vida, o que motiva o nosso dia-a-dia.
A partir disso, é possível discursar sobre como alcançá-la. Dizer que a felicidade é “ter”, me tornaria um “porco capitalista” ou “burguesinho”, e traria, ao meu ver, falhas de caráter e de alguns valores pessoais.
Dizer que a felicidade mora só no “ser”, seria estupidez da minha parte, já que sem-teto, calça rasgada e estômago vazio, só traz tristeza e doença.
Nesse momento, pode-se ter a falsa impressão de que a resposta está no meio termo, o equilíbrio perfeito. No meu ver, essa afirmação é tão prepotente quanto as outras, pois qualquer uma delas, limita a felicidade a um padrão.
A felicidade não é padronizada, não é uma constante. A felicidade de um é a maior desgraça do outro. A felicidade não é absoluta, ela é mutável, e é o cúmulo da arrogância humana padronizarmos a felicidade a sistemas pré-estabelecidos. O que traz felicidade hoje, amanhã pode não trazer mais.
Talvez minha visão de felicidade seja a mudança geral da sociedade, a nova maneira de ser feliz. Ou talvez seja só mais uma forma de padronizá-la.
Tudo bem, não me importo, pois essa visão me traz felicidade, a MINHA felicidade.
Texto da minha redação escolar.
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