quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mas, por quê?!

Desde pequeno, me questiono, e questiono os outros, sobre tudo. Por que isso é assim? Por que aquilo não funciona? Por que o céu é azul? Sempre incentivaram meu questionamento, me elogiaram por ser uma rapaz inteligente e curioso.

Entretanto, hoje, com meu belos (?) 17 anos, me questiono em questões muito maiores do que eu fazia. Eu me pergunto o por quê dos problemas do mundo, de onde viemos, como o mundo funciona. E não mais me atenho a perguntar, mas questiono, discuto e tenho minhas próprias opiniões.

A grande questão é: quem me incentivava a ser questionador, e que me elogiava, hoje me vê como um chato, que quer entender tudo e que não sabe aceitar as coisas, não sabe aceitar o mundo “real”.

Me sinto num verdadeiro paradoxo, onde devo pensar, mas se penso e me expresso, sou repreendido e muitas vezes discriminado, e exatamente por isso, todos os dias tento me controlar e melhorar, para aceitar melhor as divergências de pensamento, e estimular mais gente a pensar e se questionar.

O mundo é um lugar terrível por não temos sido, durante muito tempo, capazes de questionar. E hoje que temos o meio, muitos de nós ainda não agem.

Levantem-se, movam-se. Pensem, mudem de opinião, discutam, mudem de opinião de novo. Não há vergonha alguma em assumir que mudou de opinião, desde que você tenha argumentos justos e lógicos para isso, então mude de opínião, pois já dizia Rosa Luxemburgo, “quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”, então mova-se e questione, sempre.

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